NIC representado em Curso de Formação para Líderes e Trabalhadores Juvenis em Itália











Entre os dias 15 e 22 de Outubro de 2009 decorreu em Itália, na localidade de Fiume Veneto, um curso de formação para líderes e profissionais da área da juventude. Foi promovido pelo “Progetto Giovani” com o apoio do Programa Juventude em Acção 2007-2013, com o objectivo de promover competências para a realização de intercâmbios juvenis e contou com a presença de representantes de 8 países: Portugal, Malta, Polónia, Roménia; Chipre; Lituânia; Eslováquia e o país anfitrião Itália.
Os participantes aprenderam como conceber e desenvolver projectos no âmbito do Programa Juventude em Acção, conhecer potenciais parceiros e trocar experiências no domínio dos intercâmbios para jovens. Houve ainda a oportunidade de conhecer um pouco da cultura local, através de visitas a cidades da região, como Veneza e Pordenone, de assistir a um espectáculo musical e participar numa noite gastronómica.
As considerações finais expressas pelos participantes foram muito positivas: o curso foi definido como muito útil, porque permitiu o estabelecimento de contactos para futuros projectos, desenvolveu novas ideias pela troca de experiências e, claro está, celebrou a diversidade intercultural.

Pais e Adolescentes debatem Sexualidade Juvenil


O NIC – Núcleo de Intervenção Comunitária no passado mês de Setembro, convidou pais e adolescentes a reflectir sobre as questões ligadas à sexualidade juvenil, ao abrigo do Programa “Cuida-te” – Promoção de Estilos de Vida Saudáveis, do IPJ – Instituto Português da Juventude. A iniciativa contou ainda com o apoio da Câmara Municipal de Castro Daire, da Escola Secundária/3 de Castro Daire e respectiva Associação de Pais e Encarregados de Educação.
Pais e adolescentes, entre os 15 e os 18 anos de idade, tiveram a oportunidade de participar em 2 das medidas previstas no Programa: Sessões de Sensibilização e Teatro-debate.
Estas acções tiveram como objectivo promover e estimular a reflexão e o debate sobre problemas de saúde, da sexualidade, dos afectos...
Cerca de 100 jovens da Escola Secundária/3 de Castro Daire, participaram num teatro-debate no Auditório do Centro Municipal de Cultura, no passado dia 30 de Setembro.
Uma peça constituída por várias cenas do quotidiano dos adolescentes, que fez despoletar nestes diversas reacções e uma participação activa no debate. Uma história onde os jovens são literalmente desafiados a colocarem-se no lugar dos actores. Onde, eles, público, são convidados a tomar parte da acção, a trocar de posição com os actores e a propor soluções possíveis para a situação que lhes são apresentadas na peça.

Alguns testemunhos dos jovens participantes:
“O teatro foi muito expressivo. Gostei da parte em que os nossos colegas representaram a solução, para as questões da peça”.

“Gostei imenso do teatro. Foi muito divertido, todas as histórias foram bem conseguidas. Falaram da vida, do amor, desde os olhares tímidos até à vida sexual. Apreciei mais a história quatro, cinco e sete, pois são as que acontecem mais no dia-a-dia, claro que as outras histórias também acontecem com frequência...”.

“O teatro foi muito engraçado, criativo, divertido e espantoso. Gostei muito! Mas também gostaria de ver mais colegas a irem representar”.

“O teatro foi espectacular! Ou seja, ajuda-nos a conhecer as coisas e esclarecer-nos muitas dúvidas. Assim como a parte dos colegas também foi muito curiosa. Gostei muito do teatro e gostaria de ver ainda mais teatros sobre outras coisas”.

Estes são alguns dos testemunhos de quem viveu estas reflexões na primeira pessoa. Demonstra uma enorme satisfação e interesse sobre estas matérias e outras. Uma das formas mais eficazes de intervenção é a prevenção, a reflexão, colocar os jovens nas situações concretas. Foi o conseguido neste projecto, resta-nos agradecer a todos os envolvidos e muito especialmente à excelente participação dos jovens implicados.

Teatro-debate e Acções de Sensibilização para Pais e Adolescentes





























Igualdade de oportunidades entre homens e mulheres: reflectir para transformar



No âmbito do curso de formação de formadores em igualdade de género, decorrido em Castro Daire entre o período de 1 de Abril e 30 de Maio de 2009, promovido pelo NIC - Núcleo de Intervenção Comunitária, com o apoio do Estado Português e Fundo Social Europeu, ao abrigo do POPH, Eixo 7- Igualdade de Género, Tipologia de Intervenção 7.4. - Apoio a Projectos de Formação para Públicos Estratégicos, resulta o presente artigo. O mesmo terá como finalidade alertar a comunidade para a necessidade de uma reflexão sobre a temática da igualdade de oportunidades entre mulheres e homens:
Tradicionalmente, as tarefas domésticas sempre estiveram associadas à figura feminina, enquanto o trabalho remunerado estava confinado apenas ao homem. Contudo, após a revolução industrial houve a necessidade de um aumento de mão-de-obra e por conseguinte, a entrada da mulher no mercado de trabalho. Esta transformação social levou a uma acumulação e sobreposição de tarefas por parte da mulher – dupla jornada de trabalho. Apesar de nos últimos tempos existirem indicadores de mudança, com a maior participação do homem nas tarefas privadas, a realidade actual não é a que igualitariamente se deseja. Ainda é típico nos dias de hoje a personagem “Luísa” do poema “Calçada de Carriche”, de António Gedeão: “( …) Saiu de casa de madrugada/ regressa a casa é já noite fechada. (…) / Chegou a casa, não disse nada / Pegou na filha, deu-lhe a mamada / bebeu a sopa numa golada / lavou a loiça, varreu a escada”.
Atentando à esfera laboral e, apesar da legislação portuguesa prever a igualdade de oportunidades no acesso ao mercado de trabalho e a cargos de chefia/liderança, na progressão na carreira e na luta contra o despedimento injustificado, ainda é frequente encontrarmos situações de discriminação de género. Isto verifica-se, por exemplo, em situações de gravidez, desigualdades salariais nas mesmas funções e no apoio a idosos, crianças e/ou outras pessoas com necessidades especiais, onde a mulher é frequentemente prejudicada.
A educação é um argumento poderoso, se bem utilizado, na inversão das desigualdades ainda existentes no acesso às oportunidades entre mulher e homem. E começa logo na família. É neste contexto que a criança aprende as primeiras mensagens sobre o género, não só por aquilo que o pai e a mãe dizem, mas também pela forma como se comportam no dia-a-dia. A investigação tem mostrado que pais e mães educam rapazes e raparigas de maneira diferente, o que traz implicações no seu desenvolvimento afectivo, psicológico e social. Tal facto condiciona os papéis que se desempenham nas várias esferas de acção e ao longo da vida. Assim sendo, é urgente definir políticas e estratégias, onde a educação de pais e mães esteja contemplada, de forma a assegurar o respeito pelos princípios da igualdade de oportunidades.
Os média também desempenham um papel fundamental nesta questão social. Na actualidade, os meios de comunicação não se cingem somente à televisão (ex. publicidade, filmes, desenhos animados…), diversificando-se através da internet (ex. hi5, messenger, blogs, e-mails, myspace, sites informativos…), telemóvel, rádio, jornais e revistas. Existirá igualdade de género na mensagem passada pelos meios de comunicação? Ou a desigualdade por vezes peneira-nos os olhos porque muitos de nós já estamos “cegos”?
Quando observamos publicidade é normativo associarmos a mulher a tarefas domésticas, produtos de beleza, mulher-mãe, estereótipos de beleza exagerada, enquanto a figura masculina é retratada de uma forma mais prazerosa e divertida (ex. publicidade a marcas de bebidas alcoólicas; desporto; marcas de carros…). Será que esta desigualdade terá um atenuar evidenciado ou os novos meios de comunicação aumentarão essa mesma desigualdade? Um simples “a” ou “o” faz toda a diferença, ou de uma forma universalizada o @! A publicidade nos meios de comunicação reflecte uma realidade para o receptor. Esta é enfeitiçadora e memorável, sendo que numa cena que dura apenas alguns segundos, poderá ser recordada a longo prazo, mais do que qualquer acontecimento histórico. A publicidade possui uma mensagem muito contagiosa e produz frequentemente um efeito directo. Teremos de ter em atenção que a transmissão da mensagem é dirigida a um público-alvo. Contudo, não deverá ser por essa situação que se justifica serem estereotipadas.
Na internet, nomeadamente nos blogs já existe uma elevada preocupação em mencionar e retratar a igualdade de género. Esperamos que com estes meios de comunicação mais actuais, possamos observar um mundo mais igualitário no que se refere ao género!
Antes de finalizar, apenas uma breve referência à situação vergonhosa para a humanidade, que é a violência de género. Esta expressa-se de várias formas: violência física, psicológica, verbal, sexual, infantil, doméstica... Assim, a violência doméstica é a
violência, explícita ou velada, praticada dentro de casa, usualmente entre marido e mulher. Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, violência contra a mulher e contra o homem, maus-tratos contra idosos, e a violência sexual contra a/o parceira/o.
A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres constitui um princípio basilar de uma sociedade mais justa e evoluída, livre de situações de discriminação, preconceito e violência.

Pelo grupo de formand@s:
Bárbara Gama, Dora Loureiro, Isabel Soares, Jorge Soares, Judite Amaral, Salomé Pereira, Marlene Rocha, Olga Andrade, Sofia Soares, Tânia Martinho, Vera Marinho, Vitor Figueiredo

III FEIRA COMUNITÁRIA










III Edição da Feira Comunitária
15 de Maio de 2009
“Dia Internacional da Família”

Jardim Municipal de Castro Daire
Entre as 16h e as 23h

A III Edição da Feira Comunitária realizou-se na sede do concelho, no Jardim Municipal de Castro Daire, dia 15 de Maio, a partir das 16h. O sucesso alcançado com as anteriores edições, veio garantir a sua contituidade, alargando a rede de parceiros e o maior envolvimento da comunidade. A Escola Secundária 3 de Castro Daire, em conjunto com NIC – Núcleo de Intervenção Comunitária, assumiram a organização do evento, que contou ainda com o apoio fundamental da Câmara Municipal de Castro Daire, Rádio L, Bombeiros Voluntários e Comércio Local.
A concretização desta iniciativa assentou na conjugação de esforços, num processo de organização partilhado, que teve como base um movimento voluntário de jovens e adultos, bem como o contributo de cidadãos comuns que doaram produtos e bens materiais para serem distribuídos.

Desta vez, a Feira Comunitária, contou com algumas inovações ao nível da oferta de produtos, animação, promoção cultural, fruto sobretudo da criatividade e dinâmismo dos jovens implicados, que souberam mobilizar os recursos necessários.

Na data em que se assinala o Dia Internacional da Família, convidámos todas as famílias a visitarem a Feira Comunitária, a jantarem por lá, a assistiram à animação, a visitarem as várias barraquinhas de roupa, calçado, assessórios domésticos e sobretudo a usufruirem de um espaço de encontro, partilha e solidariedade.

O Convite está feito!
A atitude é Aparecer!